sexta-feira, 2 de março de 2012

Assim como os cães, os gatos podem ter sua personalidade adestrada

Veterinários falam sobre como criar uma rotina para os mascotes

Assim como os cães, os gatos podem ter sua personalidade adestrada Stock Photos/Stock Photos

Filhotes, em geral, chamam a atenção pela fofura, pelastravessuras em busca de descobrir o mundo e pela facilidade em criar laços com os donos. Os gatinhos não são exceção e, quando chegam a um novo lar, precisam de cuidados especiais para se desenvolverem plenamente e se tornarem adultos dóceis. De acordo com o veterinário Vitor Benigno, o comportamento e os hábitos desenvolvidos pelo bichano ao longo da vida devem começar a ser moldados desde filhotes.
— É claro que existem variações de comportamento entre indivíduos e raças, mas, em geral, são totalmente adaptáveis à rotina que o dono cria para eles desde o início da vida. Ir ao veterinário, andar na caixa de transporte e até ser escovado, são exemplos dessa rotina.
Os gatos são animais instintivos e, por isso, facilmente adestráveis. Desde novinhos, eles aprendem com as mães, a usar a caixa de areia e a se limpar. O uso de arranhadores e brinquedos também é inserido sem dificuldade ao cotidiano dos pets.
Os bichanos carregam o estigma de preguiçosos e rabugentos, mas a veterinária Keila da Silva Coelho garante que a personalidade dos gatos pode ser bem diferente disso.
— Existem gatos de todos os tipos, brincalhões e quietos. Os castrados é que tendem realmente a ser mais sonolentos. Mas a brincadeira deve ser estimulada desde filhotes, porque só assim se evita a obesidade e outros problemas de saúde consequentes dela. A brincadeira é uma medida preventiva para garantir qualidade de vida futura — assegura a especialista.
Caçadores natos, os gatos perseguem em ambiente doméstico tudo o que tem vida, como baratas, passarinhos e até borboletas. A caça é entregue ao dono como prêmio e demonstração de afeto, o que é interpretado pelos donos como uma travessura.
Para evitar esse problema, a veterinária Keila recomenda brincadeiras que simulam a caça, como correr atrás de laser — o gato persegue o pequeno ponto de luz — ou brinquedos interativos.
Assim como os cães, os felinos também precisam de limites e devem ouvir o clássico “não” quando necessário. Para ajudar nesse momento, é recomendável o uso de um borrifador de água para gerar na memória do animal a associação dessa atitude a algo errado. O sistema de recompensa também funciona para os filhotinhos, mas o costume a e socialização serão sempre a melhor maneira de educar os pequenos. 

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