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quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Os benefícios da equoterapia no desenvolvimento humano



"A equoterapia é um dos métodos, talvez o único, que permite vivenciar-se tantos acontecimentos ao mesmo tempo, simultaneamente, e no qual as informações e reações são também numerosas".
(Dr. Hubert Lallery)


 
* Cynthia Bairros Tarragô  Carvalho 

A equoterapia começa a ter visibilidade no Rio Grande do Sul, e Porto Alegre tem sido referência na divulgação desse trabalho. Trata-se de uma modalidade terapêutica recomendada para vários tipos de patologias, assim como atendimentos de portadores de necessidades especiais físicas ou mentais, dificuldades de aprendizagem e comportamentais.

Tudo consiste, basicamente, no trabalho realizado com o cavalo, no cavalo e à cavalo, acompanhado de uma equipe multidisciplinar formada por especialistas das áreas de educação e saúde. As melhorias têm se mostrado significativas no desenvolvimento biopsicosocial do praticante, apontando resultados de 80% no convívio social.

A partir da recomendação médica e ou psicológica – entrevista com a família e adaptação da criança ou adulto – é feito um planejamento coletivo. Os terapeutas organizam estratégias para motivar o praticante, e as sessões são avaliadas periodicamente. Como professora da Rede Municipal e Equoterapeuta, em um Centro de Equoterapia na Zona Sul da Capital, posso afirmar que são inúmeros os benefícios desta prática, independente de suas diferentes necessidades. Em sala de aula regular não temos como conseguir tantos avanços, como nesta modalidade terapêutica com animal.

O trabalho é, acima de tudo, um prazer, estimulante e gratificante. É organizado em meio à natureza, com seus relevos, cores, vegetação e animais do entorno, em um picadeiro estrategicamente montado com vários estímulos audiovisuais e com material pedagógico específico para cada prática (letras, números, bolas, bambolês).

Aliado aos exercícios e intervenções dos terapeutas, os movimentos do cavalo e a relação que se forma entre o praticante e o animal se traduzem em diferentes respostas e aprendizagens. Só o fato de cavalgar já promove um efeito do movimento tridimensional (horizontal, vertical e esquerda e direita com o quadril). São 1,8 mil ajustes tônicos, sem contar os 120 a 180 estímulos que a andadura emite ao cérebro, facilitando os avanços em menor tempo.

Diferentes patologias, como autismo, déficit de atenção, hiperatividade, deficiências físicas e mentais fazem parte do nosso cotidiano.  Em todos os casos, cabe destacar a relação de confiança, amizade e carinho que se constitui entre o praticante e o cavalo.

Citando como exemplo um caso de dificuldades na alfabetização, costumo dizer que, primeiro, ensinei ao cavalo. Ele leva o praticante até a letra, o número ou a cor solicitada, facilitando o posicionamento para a criança ter acesso ao material. As atividades lúdicas e a musicalidade também repercutem positivamente.

Enfim, está comprovada a grandeza deste método terapêutico que, utilizando o cavalo como principal agente de recuperação, resgata valores primordiais da espécie humana, tais como cuidado, amor, solidariedade, amizade e respeito, que já andam meio descaracterizados neste mundo tão violento e carente de atenção.

Professora da EMEF Anísio Teixeira e especialista em Séries Iniciais/ Equoterapia

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Acordo tenta evitar maus-tratos a animais em rodeio de Vacaria, RS


Evento é fiscalizado por entidade de defesa de animais e Ministério Público.
Maior do gênero no Rio Grande do Sul, evento termina neste domingo.


No maior rodeio do Rio Grande do Sul, um acordo entre o Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG) e o Ministério Público (MP) tenta evitar maus-tratos a animais. O evento, que termina neste domingo (5), em Vacaria, na região nordeste do estado, reúne mais de 6 mil competidores nas provas campeiras e artísticas.
Evitar maus-tratos aos animais é o compromisso do Centro de Tradições Gaúchas (CTG) que organiza o rodeio. Antes da prova de laço, os bois são molhados com mangueiras para se refrescarem. O piso do local é coberto com serragem, para o conforto dos bichos. Tudo é fiscalizado por uma entidade de defesa dos animais.“Esse rodeio de Vacaria é praticamente um exemplo de cuidados com os animais”, diz Elio Borges, membro da Sociedade Amigos dos Animais de Caxias do Sul, na serra gaúcha.
As esporas dos competidores também não podem ser pontiagudas. As botas de cada um são revisadas antes deles entrarem na arena. O laçador Agnaldo Reis, de Uruguaiana, passou no teste. “O verdadeiro gaúcho sabe que o cavalo é o nosso companheiro, principalmente na prova de laço. Então, nós temos que tratar bem aquele que nos conduz pra esse esporte maravilhoso, que é o tiro de laço”, afirma Reis.
Rodeio Vacaria (Foto: Giovani Grizotti/RBS TV)Esporas de competidores são verificadas antes das provas (Foto: Giovani Grizotti/RBS TV)
Além das competições, o rodeio também reserva outras atrações para os visitantes. Para comer, muito churrasco, como manda a tradição. No galpão, dança a noite toda. As atividades atraem vários turistas de fora do estado. “Nós somos apaixonados por isso aqui. Por isso, viemos todo o ano, desde 1970”, diz Gerônimo Muzetti, de Barretos, no interior de São Paulo.
O agricultor Neudir Florentino viajou quatro dias de Rondônia até Vacaria para trazer o filho de seis anos, que disputa a prova de vaca parada. “Com três anos, ele começou a treinar, brincar, com corda, e foi aprendendo. E hoje está laçando”, diz o pai, orgulhoso.
A maratona de provas campeiras e artísticas do Rodeio Crioulo Internacional de Vacaria começou no dia 28 de janeiro e se encerra neste domingo (5). Durante esse período, cerca de 300 mil pessoas devem circular pelo local, segundo os organizadores. Participam das disputas cerca de 600 CTGs de todo o Brasil.

Fonte: http://g1.globo.com/

sábado, 24 de dezembro de 2011

A EPTC está na luta contra os maus tratos aos cavalos


A afirmação de que cuidar dos animais é uma questão social parece clichê, mas é exatamente dessa forma que servidores da Prefeitura de Porto Alegre, cada vez mais em grande número, têm exercido suas funções. Vários órgãos da administração municipal agregaram às suas atribuições a questão animal.
A Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) tem se notabilizado pelo trabalho envolvendo cavalos e carroças. Nos últimos anos mais de mil animais, vítimas de maus tratos, foram recolhidos das ruas da Capital. Alguns são devolvidos aos proprietários; outros seguem para o abrigo da EPTC, na Estrada Chapéu do Sol, para serem tratados até a adoção. Mais de 140 já foram doados, inclusive para entidades que usam a equoterapia no tratamento de doenças.
De acordo com o chefe de gabinete da Empresa Pública, Marcelo Soletti de Oliveira, o mais significante deste trabalho é a certeza de que quando o animal é recolhido, ele tem a oportunidade de uma vida melhor. “É impressionante como as pessoas, através das entidades parceiras, recebem os animais. Sempre dispostas a cuidá-los em qualquer circunstância e indicando novos colaboradores para o atendimento a esses seres vivos”, diz Oliveira.

Marcelo Soletti, acompanhado dos agentes fiscais de Trânsito Harry e Dorneles.


O começo
O envolvimento de Marcelo Soletti de Oliveira começou em junho de 2005, quando foi indicado para representar a EPTC numa audiência na Promotoria do Meio Ambiente do Ministério Público, para debater a situação de maus tratos na condução de carroças. “Daquele dia em diante, passei a acompanhar todas as questões de competência da EPTC, que envolviam cavalos e carroças e, também, participei do Grupo de Trabalho que criou a Coordenadoria Multidisciplinar de Políticas Públicas para Animais Domésticos (COMPPAD), anterior à Secretaria Especial dos Direitos Animais (SEDA). Meu envolvimento é total, sempre coordenando as ações da EPTC de acordo com as diretrizes da SEDA”, destaca o chefe de gabinete.  

Marcelo revela os próximos passos da Empresa Pública: “a equipe de fiscalização de Veículos de Tração Animal, formada pelos agentes Dorneles, Eccel e Harry, estão focados na excelência do atendimento das ocorrências; na qualidade do serviço prestado pelo abrigo; e no fortalecimento das parcerias com a Secretaria Municipal de Saúde, que designa veterinários para nossas blitzes, e com Batalhão Ambiental. Pretende-se desenvolver ações com as universidades para tratamento dos animais que necessitam de cirurgias ou exames clínicos. Nossos planos prevêem, ainda, microchipar os animais, visando a posse responsável dos equinos em Porto Alegre”, conclui.  

Fonte: Informativo da SEDA‏






domingo, 23 de outubro de 2011

Como funcionam os detetives de animais nos Estados Unidos


Organizações do bem-estar animal nos EUA

Antes de falarmos sobre como os detetives de animais impõem a lei, vamos ver quais são essas leis e quais organizações de bem-estar animal ajudam a manter esses investigadores.



leis contra a crueldade
iStockphoto.com/radovan kraker
A falha em garantir condições de vida adequadas é parte das leis americanas contra a crueldade aos animais 

Existem leis do congresso americano com o propósito de proteger os animais. Uma dessas leis é a Lei de Proteção Animal, instanciada pelo Congresso e imposta por todos os EUA e seus territórios. A Lei de Proteção Animal protege cãesgatos (em inglês), macacos (em inglês), porquinhos-da-índia (em inglês), hamsters (em inglês), coelhos (em inglês) e outros animais de sangue quente, exceto gado. Animais de estimação, animais de laboratório e animais usados para exposições devem receber tratamento digno e cuidados nos termos da lei.
Existem organizações ao redor dos EUA, incluindo três grupos de proteção ao bem-estar animal bastante conhecidos: Sociedade Americana pela Prevenção da Crueldade com os Animais (ASPCA), Sociedade Humana Americana e Sociedade Humana dos Estados Unidos (HSUS). Todas essas três estão envolvidas em missões de proteção aos animais e defendem assuntos como adoção animal, proteção de animais de estimação e gado, recursos para resgate e abrigo, programas de educação do consumidor e legislação contra a crueldade.
A ASPCA, fundada em 1866, foi a primeira organização pelo bem-estar animal criada nos Estados Unidos. O grupo teve sucesso quando pressionou e conseguiu a aprovação do primeiro estatuto contra a crueldade. Quase 150 anos depois, ainda continua na luta.
A Associação Humana Americana foi fundada em 1877, pouco depois da ASPCA, com a missão de criar uma sociedade mais humana. Embora sua missão inclua dar um fim à crueldade animal, o seu objetivo é acabar com a violência cometida tanto contra animais quanto contra crianças.
A HSUS é hoje a maior organização de proteção animal nos Estados Unidos. Por mais de 50 anos, sua missão vem sendo semelhante à da ASPCA: posicionar-se contra a crueldade, abuso e negligência contra os animais [fonte: The Humane Society of the United States (em inglês)].
Para impor o cumprimento de leis contra a crueldade com os animais, muitos oficiais/detetives de animais carregam insígnias, usam uniformes e recebem autoridade similar à de oficiais de polícia. Embora a autoridade específica varie entre os estados americanos, a maioria dos detetives de animais tem poderes para executar prisões, atender mandados de busca, e são autorizados a portar armas de fogo (depois de intenso treinamento).
Cada estado americano estabelece e impõe o cumprimento de suas próprias leis contra a crueldade, e até julho de 2008, 45 estados decretaram penas com nível de infração grave [fonte: The Humane Society of the United States(em inglês)].
As leis que combatem a crueldade contra os animais podem ser divididas em duas categorias básicas: leis intencionais, quando uma pessoa conscientemente fere um animal, e omissão de ação, quando alguém deixa de garantir alimentoágua ou abrigo a um animal. Os tipos de violência que os oficiais combatem são negligência, tortura, briga de animais organizada, aprisionamento de animais, envenenamento, alvejamento, caça ilegal/predatória, abuso ritual, bestialidade e "crush videos" (vídeos, normalmente encontrados na Internet, de animais pequenos, como gatos, sendo maltratados ou mortos).
Uma pessoa que seja julgada culpada de abusos contra animais pode acabar indo para a cadeia. Por exemplo, um crime sério cometido contra animais no estado do Alabama pode ter status de infração grave e colocar alguém atrás das grades por até 10 anos (uma das punições mais rígidas entre os 50 estados americanos) [fonte: The Humane Society of the United States (em inglês)].
Muitos casos de abuso terminam em aconselhamento ou fianças, mas os violadores também podem estar sujeitos à apreensão do(s) animal(is), à limitação ao direito de posse de animais ou a serviços comunitários, dependendo das circunstâncias.

Fonte: http://pessoas.hsw.uol.com.br/animais-detetives1.htm

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

II Fórum sobre Políticas de Proteção aos Animais Domésticos tem avaliação positiva dos participantes


Mais de 100 pessoas participaram, em 7 de outubro passado, do II Fórum sobre Políticas de Proteção aos Animais Domésticos. O encontro, promovido pela Secretaria Especial dos Direitos Animais (Seda) de Porto Alegre, em parceria com o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), Escola de Gestão Pública (EGP) e Procempa, debateu a socialização de cães bravios, direitos animais, deveres humanos, educação em saúde e controle reprodutivo de animais domésticos. 


Ao final do encontro, os participantes responderam um questionário, elaborado pela Seda, a respeito das palestras e organização. O fórum recebeu nota 8,94 e total apoio para que os direitos animais sejam uma causa comum. "No primeiro fórum definimos uma série de importantes providências, como a criação da Secretaria Especial dos Direitos Animais. Ousamos e gradativamente estamos avançando, contando com a acolhida de grande parcela da população que compreendeu o significado da iniciativa", afirmou o prefeito José Fortunati.  

Entre as várias ações da Seda destacadas pela primeira-dama Regina Becker, voluntária responsável pela Pasta, está o convênio com a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs) para tratamento clínico, procedimentos pré-operatórios e esterilização de cães, gatos e cavalos que vivem em comunidades carentes da Capital. “Este projeto tem dois objetivos: saúde pública e educação. A partir de agora nosso trabalho terá caráter científico que possibilitará um levantamento do número de animais que vivem nas ruas, e quais suas reais condições de sobrevivência, um acompanhamento de saúde e a castração para evitar a superpopulação na Capital”, destacou Regina Becker. 

Maus tratos é crime

A professora da Faculdade de Veterinária e coordenadora da Comissão de Pesquisa da UFRGS Liris Kindlein, uma das palestrantes do evento, disse que foi a prefeitura quem deu o primeiro passo e procurou a UFRGS para apresentar o projeto. A intenção, segundo ela, é de que este seja um transformador cultural para combater os maus tratos e reduzir os problemas de saúde e de saneamento. 
O desembargador do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, Carlos Roberto Lofego Canibal, enfatizou que a Seda deve servir de exemplo ao país e propôs o debate sobre uma nova lei que conceda incentivos à ONGs, pessoas físicas ou jurídicas que colaborarem para o bem-estar dos animais. A Lei 9.605/98, que trata dos crimes ambientais, prevê penas que variam de três meses a um ano de prisão para quem cometer maus tratos. “Nenhum animal faz o que o ser humano faz com ele”, lamentou Canibal. 

Nas fotos, os palestrantes do II Fórum Animal: o desembargador Carlos Roberto Lofego Canibal, o adestrador Cláudio Pinheiro Júnior e a professora de Veterinária Liris Kindlein, respectivamente.

Já o integrante da equipe do Projeto Ressocializa (SEDA/ PMPA), Cláudio Pinheiro Júnior, alertou que a educação é a melhor forma de interação e prevenção aos ataques dos animais, principalmente os domésticos. “O processo de educação deve começar quando eles nascem e como devem interagir com a sociedade. Isso se chama posse responsável e trata-se de questão de saúde pública”, disse Pinheiro.

Fonte: Boletim Informativo da SEDA

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Araraquara proíbe rodeios


Foto: Odeio Rodeio
Por pressão de sociedades protetoras aos animais, Câmara aprova proibição a rodeios e similares, iniciando uma tendência no interior paulista. 
A Câmara Municipal de Araraquara aprovou por unanimidade, na terça-feira 6, uma lei que proíbe rodeios, touradas, vaquejadas e similares no município.  Comemorada pelas Associações de Proteção aos Animais da cidade, a lei periga espalhar a tendência por outras cidades do interior paulista: Jaboticabal, Atibaia e São Carlos já entraram em contato com os vereadores araraquarenses solicitando informaçõe sobre o projeto.
Os rodeios e eventos do tipo são combatidos veementemente pelas sociedades protetoras. Para que os animais fiquem agitados e pulem, proporcionando a atração e o desafio aos peões e à plateia, diversas técnicas de castigo são utilizadas. Entre elas, o sedém, uma cinta que comprime a região da virilha do animal, inclusive órgãos genitais e esporas de metal. Além disso, muitos animais sofrem quedas em razão dos pulos e, geralmente, têm os ossos fraturados e precisam ser sacrificados.
No dia 19 de agosto, na última Festa do Peão de Barretos, a mais tradicional do País, um bezerro foi sacrificado após ser ferido na prova chamada Bulldog. A ocorrência reabriu a discussão, que chegou inclusive nas redes sociais como um dos principais tópicos do Twitter, depois de um Twitaço organizado por ativistas (entre eles, vegans e vegetarianos, que não ingerem carne animal e derivados).

A Câmara aprovou por unanimidade lei que proíbe rodeios na cidade. Foto: Odeio Rodeios
Leandro Ferro, fundador e secretário-geral do movimento Odeio Rodeio, que luta contra a realização desse tipo de evento, afirma que a própria prefeitura costuma ser beneficiada com os rodeios. “As prefeituras não oferecem opções culturais para as pesssoas”, diz ele. “Muitas vezes, os prefeitos se utilizam desses espaços com grande participação popular para se promover. As prefeituras se valem muito de populismo”, diz ele. Além disso, explica o ativista, as pessoas têm mais atração pelos shows de artistas famosos com entradas baratas do que pelas provas com animais.
Além dos políticos, cervejarias, criadores de bois e os próprios artistas sertanejos são beneficiados com esse mercado. Na festa do peão de Barretos, entre os patrocinadores, estão indústrias de carne, como a Friboi, da pecuária, como a Minerva, e também o portal UOL, a cervejaria Brahma, a montadora Honda, a Redecard, entre outras. Os ingressos para os shows variam de 20 a 400 reais.
Em Araraquara, a discussão teve início há cerca de um ano, conta o presidente da Câmara Aluisio Braz (PMDB), quando o vereador João Farias (PRB) fez um projeto de lei proibindo rodeios. Os clubes de rodeios da cidade reagiram, iniciando um processo de protestos, passeatas e conflitos entre os dois lados. Segundo o vereador, a cidade atrai comitivas de rodeios devido ao seu grande desenvolvimento econômico. O último show de música sertaneja reuniu mais de 30 mil pessoas.
Diante do impasse, o prefeito Marcelo Barbieri (PMDB) decidiu que Araraquara não tem tradição de rodeios e resolveu encampar o projeto que proibia a atividade. “Fazia 11 anos que não era realizado um evento na cidade, apesar da tradição da música sertaneja”, conta Aluisio.

Foto: Odeio Rodeio
Antes de ser aprovada, a lei recebeu uma ressalva: cavalgadas, leilões, exposições de animais,  hipismo e atividades correlatas estão autorizadas, por serem provas que não apresentam sofrimento aos animais. Com a aprovação da lei, os clubes de cavaleiros manifestaram que devem fortalecer suas atividades para fortalecer a cultura country na cidade, através de shows sertanejos e leilões. Aluisio teme que a intenção final seja resgatar o gosto por rodeios na população e tentar reinstaurá-los depois.
Em algumas cidades, como Rio de Janeiro, São Paulo, Sorocaba, Guarulhos, Jundiaí e Mogí das Cruzes os rodeios são proibidos por lei. Em outras, como Bauru, Ribeirão Preto, Cravinhos, Ribeirão Bonito, por decisão judicial. O evento é mais comum no Sul e Sudeste, mas também tem seus similares, como as vaquejadas, que ainda sobrevivem nos estados do Nordeste. Por enquanto

Fonte: http://www.cartacapital.com.br/politica/araraquara-proibe-rodeios-e-sinaliza-tendencia-no-interior#.TnKZSJ_aVDA.facebook

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Confira lista de marcas que não testam em animais

Empresas brasileiras e do exterior fazem parte da lista organizada pelo PEA
Os testes em animais já foram proibidos em diversos lugares, como toda a União Européia. Além de fazer maltratar os animais, os testes não são seguros, já que a eficiência do produto não é garantida.
Confira a lista das marcas que já anunciaram não fazer testes em animais. Para mais informações, acesse o site do PEA  (Projeto Esperança Animal)

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Família de homem morto diz que cavalo visita túmulo de dono em MT

Zelador do cemitério em Várzea Grande proibiu visitas para evitar prejuízos.
'Animal sente falta do relacionamento', diz professora de zootecnia.
Cavalo percorre sete quadras até o cemitério onde antigo dono está enterrado. (Foto: kelly Martins/G1)

Um caso de amizade entre um animal e seu dono tem intrigado moradores da cidade de Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá. Desde que o estudante Geovani Marques Crisóstomo morreu, o cavalo que pertencia a ele percorre as ruas de dois bairros da cidade para "visitar" o túmulo do antigo dono. Crisóstomo, que era conhecido como Gege, morreu vítima de uma doença cardíaca no mês de abril deste ano.
O cavalo chamado Raposa, desde o dia da morte de Gege, sai da casa do jovem no bairro Portal da Amazônia e caminha por sete quadras até o Jardim Primavera, onde está localizado o cemitério. O percurso é feito há quatro meses. “A vida dele era cuidar de cavalos. Essa era a sua grande motivação”, contou ao G1 a mãe do estudante, Maria Eunice Marques.

Ela revelou que toda a família está impressionada com a atitude do animal e contou que o filho tinha comprado o cavalo há quase dois anos. Disse também que no primeiro mês, após a morte do estudante, Raposa passava as noites relinchando. “Parecia que estava chorando de saudade ou porque sabia que alguma coisa tinha acontecido”, declarou.
Maria Eunice, que trabalha como balconista de uma empresa, é moradora antiga do Portal da Amazônia. Ela relatou que Geovani gostava de participar de cavalgadas na região e também trabalhava como domador de cavalos. Apesar de ter tido três cavalos de estimação, segundo Maria, Raposa era o animal que o filho mais gostava e mais usava para as montarias.
Por conta disso, a mãe disse que desde a morte do filho o animal não participou mais das cavalgadas e está apenas sob os cuidados da família. “Acho que é uma forma de preservar o amor e a dedicação que ele [Geovani] tinha”, disse emocionada.

Visita ameaçada
Porém, é só deixar o cavalo solto que ele já sabe para onde ir. Ao que tudo indica, o trajeto parece ter ficado conhecido no dia do velório, quando Raposa acompanhou o cortejo de seu antigo dono até o cemitério, realizado por meio de uma cavalgada como homenagem feita por amigos e familiares do jovem estudante.

Jovem que morreu em abril cuidava do cavalo há
dois anos. (Foto: Arquivo Pessoal)

Mas, a entrada do cavalo no cemitério já foi proibida pelo setor administrativo. O zelador Sidnei Nascimento disse ao G1 que parte de um túmulo foi destruída nos últimos dias, quando o animal pastava no local. Isso fez com que a administração notificasse a família responsável pelo cavalo impedindo a entrada dele no cemitério, desde a última semana.
Por outro lado, o próprio funcionário admite estar diante de uma história cheia de mistério e confirma já ter flagrado Raposa ao lado do túmulo do seu antigo dono. O intrigante é que o pasto existe por todo o percurso feito pelo animal até a entrada do cemitério.

Percepção e sentimento


“Os animais possuem sensibilidade e percepção muito maior que a dos seres humanos, o que leva, em muitos casos, a uma manifestação física”, explicou a professora de Zootecnia da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Lisiane Pereira de Jesus.
A professora, que também atua como coordenadora da implantação do Centro de Ecoterapia da UFMT, ressaltou que a relação de afetividade entre o animal e o seu dono é o que provoca tais reações. “O animal não sabe da perda, mas sente falta do relacionamento. E como tinha uma afetividade, também procura o cheiro do dono nos locais”, frisa.
A professora destacou também que o animal pode ter a percepção da energia do seu dono, o que o leva a percorrer diversos lugares em busca da pessoa como, segundo ela, o caso do cavalo no cemitério.
Outro ponto, de acordo com Lisiane Pereira, é que a perda do laço afetivo leva o animal a desenvolver doenças emocionais e patologias clínicas. “Há casos em que animais domésticos, por exemplo, ficam doentes quando os donos viajam, outros deixam de se alimentar e muitos até morrem devido à ausência do dono. Isso é a demonstração física do sentimento”, pontua a especialista.

Fonte: http://g1.globo.com/mato-grosso/noticia/2011/08/cavalo-vai-cemiterio-visitar-tumulo-de-dono-que-morreu-em-mato-grosso.html

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Égua percebe que companheira é cega e vira guia dela

PARA QUEM AINDA ACHA QUE ANIMAIS NÃO TEM INTELIGENCIA NEM SENTIMENTOS:
Égua percebe que companheira é cega e vira guia dela
Uma dupla virou sensação do santuário The Horse Trust, em Buckinghamshire (Inglaterra). A égua Tarna (marrom), que só tem uma vista, virou guia da companheira Angel, que é cega.

Tarna, que sofreu acidente e perdeu uma vista, leva Angel para todos os lugares e a mantém longe dos perigos. Também é Angel quem consegue alimentos para a companheira.

“A amizade delas é fora do comum. Como Tarna sabe que Angel é cega nós nunca saberemos. Ela guia Angel para todos os lugares. Elas estão juntas todo segundo, são inseparáveis”, disse Susan Lewis, diretora de marketing do santuário, segundo o site “Small World”. O Horse Trust funciona desde 1886.
tutor

O antigo tutor de Angel, o fazendeiro James Gray, foi punido severamente. Por negligência dele, a égua, deixada faminta, ficou cega. James recebeu multa equivalente a 1 milhão e meio de reais e nunca mais poderá criar cavalos.

Fonte: Page Not Found

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Você precisa conhecer Molly....



Esta é Molly. Ela é uma égua salpicada de cinza que foi abandonada pelos seus donos quando o furacão Katrina atingiu o sul da Louisiana. Ela passou semanas perambulando solta antes de finalmente ter sido resgatada e levada a uma fazenda onde animais abandonados estavam aglomerados...
Enquanto esteve lá, ela foi atacada por um cão pitbull terrier e quase morreu. Sua pata direita dianteira mordida se infecionou, e seu veterinário buscou ajuda na LSU, mas a LSU estava sobrecarregada, e esta égua estava abandonada.
Você sabe como estas coisas são.
Mas após o cirurgião Rustin Moore encontrar Molly, ele mudou de idéia. Ele observou como a égua era cuidadosa ao se deitar em lados diferentes para não desenvolver feridas, e como ela deixava que as pessoas cuidassem dela. Ela protegia sua pata machucada, mudando constantemente seu peso para não sobrecarregar a pata boa. Ela era um animal inteligente com uma grande ética de sobrevivência.
Moore concordou em amputar sua pata abaixo do joelho, e construiram um membro artificial temporário. Molly saiu caminhando da clínica e sua história
realmente começa aqui.
"Este era o cavalo certo com um dono certo" - Moore insiste. Molly foi uma paciente especial. Ela era muito resistente, mas ao mesmo tempo doce, e tentava colaborar mesmo sentindo dor. Ela compreendia que estava em dificuldades. Além do mais,conseguiu uma nova dona que realmente se dedicou a providenciar os cuidados diários necessários por toda a vida do animal.
A história de Molly tornou-se uma parábola de vida na Louisiana pós-Katrina....
Esta pequena égua ganhou peso e sua crina ganhou mãos que a penteasse. Um desenhista de prótese humana construiu sua perna. O protético deu à Molly uma nova vida, diz Dra. Allison Barca, veterinária de Molly.
E ela pede ajuda. Ela estende sua pata amputada, e vem até você pedindo que coloque a prótese no lugar. Algumas vezes ela quer que a prótese seja retirada.
E algumas vezes, Molly se afasta da Dra. Barca - Pode ser bem complicado quando você não consegue pegar um cavalo de três patas - ela diz rindo.
O mais importante de tudo - Molly tem um novo trabalho. Kay a proprietária da fazenda de resgate começou a levar Molly a abrigos, hospitais, asilos e centros de reabilitação em qualquer lugar onde ela via que as pessoas precisavam de esperança. Aonde Molly ia, ela mostrava às pessoas sua pata. Ela inspirava as pessoas e
se divertia fazendo isso. - É óbvio que Molly tem um grande papel a desempenhar
na vida - Moore disse. Ela sobreviveu ao furacão, já sobreviveu a um grave ferimentoe agora está passando esperança para outras pessoas. Dra. Barca concluiu: "Ela ainda não voltou ao normal, mas está melhorando cada vez mais... Para mim, ela é símbolo de força e coragem."