segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Um lar carinhoso para os coelhos


Sempre que a Páscoa chega inúmeros pais acham gracioso comprar um coelhinho de verdade para dar às crianças junto com os ovos de chocolate. Mas e depois? Muitos são abandonados em parques ou viram alimento em comunidades carentes. Por esse motivo, antes de se decidir por ter um coelho como animal de estimação, saiba mais sobre seus hábitos e necessidades.

PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS
- Os coelhos podem viver até 10 anos e chegam a pesar 2kg com apenas dois meses de idade.
- Os coelhos são roedores compulsivos e seus dentes crescem constantemente. Por esse motivo é necessário cuidado com fios elétricos, brinquedos e pequenos objetos.
- Não se deixe enganar pela sua aparente tranquilidade. Se o coelho se sentir ameaçado ele pode arranhar e morder com bastante força.

ESTERILIZAR É UM ATO DE AMOR
Os coelhos estão prontos para se reproduzir a partir do seis meses e a gestação leva apenas 30 dias. Cada cria propicia o nascimento de três a oito filhotes. Depois de apenas 15 dias do parto a fêmea já está pronta para engravidar novamente. A cada ano, uma única fêmea pode gerar cerca de 40 filhotes.

- Vantagens da esterilização das fêmeas
Evita comportamentos sexuais agressivos, aparição de tumores, gravidez psicológica, marcação de território por urina e comportamentos destrutivos. Além disso a prenhez, o parto e os filhotes sacrificam a saúde da coelha e diminuem sua perspectiva de vida.

- Vantagens da esterilização dos machos
A esterilização é indicada para amenizar os problemas de comportamento como fugas, agressividade, cruzamentos contínuos, monta em pernas e braços do dono ou mesmo em outros coelhos. Também reduz a marcação do território, o odor da urina e comportamentos destrutivos.

SAÚDE E CUIDADOS VETERINÁRIOS
Todos os anos os coelhos precisam ser avaliados por um veterinário e receber a vacina contra a raiva. Também precisam ter o número do RGA (Registro Geral dos Animais), obrigatório por lei. Não se deve dar banho no coelho.

AMBIENTE
Os coelhos são bastante delicados e precisam de cuidados e atenção contínuos. O coelho é um animal muito dócil e se adapta facilmente ao ambiente doméstico. Suas principais necessidades são:

- Espaço físico adequado, ventilado, protegido do sol e limpo.
- O ideal é que os coelhos vivam num ambiente espaçoso. Os que vivem em gaiolas devem ser soltos pelo menos uma vez ao dia. Nesse caso, a gaiola deve ser grande o suficiente para que o coelho se estique bem dentro dela.
- Condições financeiras para visitas ao veterinário, compra de rações, disponibilidade de tempo.
- Muito carinho, afeto e dedicação.

ALIMENTAÇÃO
- Ofereça água fresca e limpa
- Dê ração própria para coelhos de boa qualidade. Eles comem cerca de 60 gramas de ração por dia. Coloque-a num recipiente limpo e que seja difícil de virar. Cerca de 20% da alimentação de um coelho deve ser de verduras e legumes frescos.
- Verduras e legumes devem ser dados em pequenas quantidades. Retire logo as sobras para evitar deterioração e diarréias.
- Ofereça couve, almeirão, cenoura, brócolis - inclusive com os talos pois os coelhos são roedores e precisam gastar os dentes. Não dê batatas e alface.
- Assim como você lava as verduras que vai consumir, faça o mesmo com as que oferecer ao coelho. Elas podem conter resíduos de agrotóxicos.
- Se o seu coelho apresentar diarréia, dê-lhe soro caseiro via oral num conta-gotas e leve-o ao veterinário.

TRANSPORTE E MANUSEIO
Os coelhos possuem um esqueleto frágil e qualquer queda ou trauma pode ocasionar faturas sérias. Por esse motivo não deixe que crianças muito pequenas os manuseiem. As crianças maiores devem se orientadas sobre a melhor forma de pegarem seus mascotes.

Para carregá-lo proceda da seguinte forma: com uma das mãos segure a pele das costas e com a outra, apóie por baixo das patas. Evite movimentos bruscos e quedas. Carregue-o ao colo de forma carinhosa e segura.

Importante: Não pegue o coelho pelas orelhas. Isso pode causar luxações no animal.

Fonte: http://www.bichoderua.org.br/

domingo, 19 de setembro de 2010

EUTANÁSIA: Decisão difícil. Veterinários esclarecem as situações em que a eutanásia é indicada

Decidir pela eutanásia de um animal de estimação não é uma tarefa fácil. Esse processo exige dos tutores muita compreensão sobre o momento que o bicho está passando, e muita sensibilidade por parte dos médicos veterinários para explicar quando o sofrimento do animal torna-se maior do que a vontade de que ele continue vivo.

Em 2008, o Conselho Federal de Medicina Veterinária alterou as metodologias preconizadas para a eutanásia em animais. Uma alteração importante foi a proibição do uso de CO e CO2, como utilizado na polêmica “câmara de gás”. A legislação indica o procedimento apenas para casos em que o bem-estar do animal está ameaçado, ou seja, como uma forma de eliminar a dor e a angústia do bichinho.

A médica veterinária Raquel Sillas, do Hospital Veterinário Batel, explica que a eutanásia deve ser realizada apenas em situações em que o animal não tem mais qualidade de vida: quando não come mais e não demonstra vitalidade. “A primeira pergunta que os donos fazem é se ele vai sofrer. E a resposta é não, na eutanásia ele não sente nada”, explica.

Como funciona

Em um processo de eutanásia, assim que o animal chega ao médico veterinário, ele recebe uma sobredose de anestesia. Em alguns casos, dependendo do estado clínico do paciente, a morte acontece nessa etapa. Caso não ocorra, após a anestesia ele recebe também uma medicação que causa uma parada respiratória.

O médico veterinário José Car los Kloss Filho, do Hospital Vete rinário Santa Mônica, conta que o procedimento não demora mais do que cinco minutos, independentemente do porte do animal. “É muito tranquilo para todos. Não há reação porque o paciente está anestesiado, perde a consciência.”

Equívocos

Ele explica que ainda chegam ao hospital tutores de cães e gatos que solicitam a eutanásia, mesmo havendo possibilidade de tratamento. “Mas nós não realizamos porque sempre que há possibilidade, mesmo que mínima, de investir em tratamento, é nosso dever fazê-lo.”

A decisão de realizar a eutanásia deve ser tomada pelo médico veterinário junto com o tutor do animal. O presidente do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Paraná (CRMV-PR), Massaru Sugai, aponta que é importante para o profissional demonstrar que o método é importante, e que só deve ser utilizado como último recurso. “Nin guém gosta de fazer a eutanásia. O médico veterinário precisa ter sensibilidade para dizer que é difícil, mas necessário naquele momento”, explica.

Quando fazer

Saiba se o caso do seu bichinho necessita de eutanásia

SIM

A eutanásia só deve ser realizada quando não há mais como tratar o animalzinho, e o sofrimento dele não pode mais ser aliviado. É obrigatória a participação de um médico veterinário no processo, que deve seguir a legislação do Conselho Federal de Medicina Veterinária.

NÃO

A eutanásia não deve ser realizada em casos em que há tratamento como, por exemplo, um acidente que provoque a perda das patinhas do animal. Existem rodinhas adaptadas que o ajudam a se locomover normalmente. Agressividade também não é motivo para eutanásia: reeducação e psicologia animal existem para tentar reverter problemas relacionados a comportamento.

Fonte: http://www.anda.jor.br/?p=59652
Link relacionado: Gazeta do Povo

As 4 Fases dos Cuidadores de Animais Abandonados

Nós que trabalhamos em prol dos animais, dedicamos nossas vidas a eles, passamos por estas quatro fases na evolução de nossa carreira. Cada um tem sua história, mas todos passamos por um processo similar. Se sobrevivermos ao processo, conseguiremos perceber o que já atingimos e o que queremos em primeiro lugar.

Fase 1

Determinados, estamos decididos a mudar o mundo. Sabemos que podemos fazer diferença, que nossos esforços em favor aos animais vão aliviar suas difíceis condições. Trabalhamos o que parecem ser 25 horas por dia e ainda assim estamos com energia. Nossos entusiasmo ultrapassa os limites, nossa capacidade de aceitar desafios é infinita!!

Comemos, dormimos e vivemos para a causa animal. Nossos amigos não entendem nossa obsessão e afastam-se ou simplesmente vão embora, ou nós os abandonamos, pois encontramos novos amigos. Alguns, contudo, não fazem novos amigos, estão muito ocupados trabalhando na causa animal.

Alguns de nós nos tornamos solitários, apenas a companhia de nossos cães e gatos nos separam do total isolamento. Todavia estamos satisfeitos, porque trabalhamos para uma causa. Em nosso entusiasmo tentamos encontrar soluções simples para problemas complexos - Todos os animais devem ser castrados - Nenhum animal deve ser sacrificado!

Estamos sempre atrasados porque tentamos resgatar animais de estradas e ruas. Achamos que entendemos o problema e sabemos que podemos solucioná-lo se as pessoas saíssem de nossos caminhos.

Fase 2
Nosso entusiasmo inicial tornou-se amargo. Vemos as mesmas pessoas abandonando animais. Elas não ouviram nossa mensagem. Até mesmo nossos amigos (aqueles que ainda não nos abandonaram) não nos compreendem. Parece que não conseguimos atingir ninguém.

Os animais ainda são maltratados e negligenciados. O sofrimento dos animais continua apesar de todos os nossos esforços. Perdemos a energia sem fim que tínhamos na fase 1. Não queremos mais falar sobre o trabalho, e nem mesmo admitimos onde trabalhamos. Estamos cansados todo o tempo. Parece que passamos o dia todo na luta em prol aos animais. Quando chegamos em casa fechamos as portas, desligamos a secretária eletrônica e fechamos as persianas. Estamos muito exaustos para cozinhar, partimos para o fast food, pizza, batatas fritas ou chocolates.

Alguns de nós compramos objetos desnecessários que nem ao menos podemos pagar. Alguns partem para o alcoolismo para tentar afastar o sentimento de desesperança.

Ignoramos nossa família, e até mesmo nossos próprios animais não têm a atenção devida. Parece até que não temos planos para por em ação nenhuma das mudanças que nos impulsionaram na fase 1. Ficamos horrorizados com o trabalho que fazemos. Até mesmo nossos sonhos são repletos de horrores. Cada animal que resgatamos e sacrificamos são um lembrete de nosso fracasso. De alguma forma nos culpamos por todo este insucesso. Isto nos destrói!

Nosso escudo de defesa torna-se cada vez mais alto, bloqueando a dor e a tristeza. Apenas ele faz nossas vidas de alguma forma mais toleráveis. Apenas continuamos, porque dentro de nós ainda resta uma fagulha da fogueira de energia da fase 1.

Fase 3
A depressão da fase 2 transformou-se em raiva. Estamos enlouquecidos de raiva. A desesperança chegou ao limite! Começamos a odiar as pessoas. Toda e qualquer pessoa, com exceção daqueles que dedicam suas vidas em prol aos animais da mesma forma que nós fazemos.

Odiamos até mesmo nossos companheiros de causa quando ousam nos questionar. Especialmente sobre sacrificar animais. Nos ocorre: Vamos sacrificar os proprietários, não os animais! Vamos sacrificar aqueles que maltratam e abusam dos animais ao invés deles!

Nossa fúria expande-se para nossa vida particular. Para o cara em nossa frente no trânsito. Aquele que está em nosso caminho na rua. Pensamos: Vamos sacrificá-los também!

Odiamos políticos, TV's, jornais, nossa família. Todos são alvos de nossa fúria, desprezo e ódio. Perdemos nossa perspicácia e eficiência.

Não conseguimos nos reconectar com a vida. Até mesmo os animais que acolhemos parecem de certa forma distantes e irreais. A raiva é a única ponte para nossa caridade. É o único sentimento que penetra em nosso escudo.

Fase 4
Eu sei que estive em todas as fases em meus trinta anos de proteção animal e a fase 4 é, de longe, o melhor ponto a se atingir. Algumas pessoas estacionam na fase 1 (fanáticos) ou 2 (depressivos) ou 3 (irados). Alguns voltam da 4 para a 2 e a 3, ou ainda, da 4 para 3 ou da 4 para a 2.

Alguns abandonam o trabalho voluntário durante as fases 2 e 3 e nunca mais voltam. Alguns conseguem passar para a fase 4 rapidamente, enquanto outros levam anos. Alguns nunca atingem a paz que os permite seguir servindo ao trabalho voluntário. Eles atuam a vida inteira no frenesi da fase 1 ou estacionam definitivamente deprimidos ou raivosos.

Com o tempo, a depressão da fase 2 e a raiva da fase 3 podem tornar-se renovadas através de uma nova determinação e compreensão de qual é realmente nossa missão. Esta é a fase 4. Percebemos que trabalhamos efetivamente localmente e em alguns casos regionalmente, ou até mesmo nacionalmente. Não resolvemos o problema (quem poderia?) mas fazemos uma grande diferença para dúzias, centenas e até milhares de animais. Mudamos a visão daqueles que nos rodeiam a respeito de proteção aos animais. começamos a compreender qual é o papel mais adequado para nós na sociedade, e começamos a perceber que somos mais eficazes quando balanceamos nossa vida pessoal e vida de voluntário. Compreendemos que o voluntariado não deve preencher todo o nosso universo. Se dermos a devida atenção também a nossas vidas, podemos ser mais eficientes no voluntariado em prol aos animais.

Férias e Finais de Semana devem ser curtidos! Ao voltarmos estamos renovados e prontos para encarar os desafios diários. Vemos que as pessoas não são tão más. Percebemos que a ignorância é natural e na maioria dos casos é curável. Sim, existem pessoas realmente más que abusam e negligenciam os animais, mas são minoria. Não os odiamos.

Reconhecemos que as soluções são tão complexas quanto os problemas e trazemos um grande número de ferramentas para solucionarmos esses problemas. Nossos escudos se abaixam. Aceitamos que tristeza e dor são parte de nosso trabalho. Damos um pequeno passo por vez.

Paramos de mascarar nossos problemas com drogas, comida ou isolamento. Enfim reconhecemos nosso potencial para ajudar os animais. Estamos mudando o mundo.

Autor: *Douglas Fakkema, publicado na revista Animal Sheltering de Abril de 2001.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

O BICHO

MANUEL BANDEIRA

Vi ontem um bicho
Na imundice do pátio
Catando comida entre os detritos.

Quando achava alguma coisa;
Não examinava nem cheirava:
Engolia com voracidade.

O bicho não era um cão,
Não era um gato,
Não era um rato.

O bicho, meu Deus, era um homem.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

LIÇÃO DOS DIREITOS DOS GATOS (para humanos)

Levante seus pés ao entrar num aposento. Rabo pisado dói pra caramba.

Nos inclua na pizza com os amigos ou nós vamos sentar na tampa das pizzas e você não vai comer nenhuma.

Não se esqueça que nós amamos você.

Não se esqueça de nos carregar para a cama. Para que andar se existe colo?

Não nos tranque num quarto, nós conseguimos arranhar a porta por mais tempo do que você consegue nos ignorar.

Merecemos uma recompensa por nos comportarmos bem até todo mundo ter ido para casa.

Não nos tire de nossos esconderijos para nos apresentar a seus amigos. Se nós quiséssemos conhecê-los não estaríamos escondido, certo?

Tenha certeza que quando formos convidados a conhecer seus amigos nós vamos dar nossa opinião “sincera” sobre eles. Não fique vermelho e se desculpando. Você começou.

Não esvazie o cesto de roupa limpa com a gente dentro ... Sonecas são sagradas ... Especialmente na roupa limpa. E você sempre pode lavá-la de novo.

Entenda que escolhemos você porque sabíamos que você iria nos alimentar e amar ...

Fale conosco como adultos ... Não somos bebês, somos gatos, e pelo amor de Deus, fale naturalmente e não como o Mickey Mouse no cio!

Não brinque mais com um de nós do que com os outros ... Ou suas pernas vão acabar cheias de listras vermelhas.

O gatinho velho tem direito à primeira lambida na tigela de sorvete ... E não o filhotinho bonitinho que chegou ontem.

Não fique de pé para comer. Muitos de nós não conseguem pular a essa altura.
Ofereça seu leite para nós ... Ou ele vai acabar no seu colo.

Limpe os lugares ensolarados primeiro. Como é que você quer que a gente durma lá?

Não se levante da mesa e deixe um prato de galinha sozinho ... Você é muito bobo se pensa que ela vai ficar muito tempo ali. E não corra atrás de nós berrando “SEU BANDIDO!!!” Foi você quem pôs a tentação no nosso caminho.

Não nos enrole nos cobertores e role de rir ... Isso cansa a beleza de qualquer um.
Avise-nos antes de fazer a cama, para termos tempo de sair de baixo das cobertas.

Não monopolize o travesseiro. Divida-o conosco enquanto a gente não rouba ele de vez.

Não tente dormir no meio da cama. Fique com a sua beirada.

Por favor, leia o contrato de novo, especialmente aquela parte a respeito de bife de atum ... Alguns de vocês não estão cumprindo a sua parte.

Boa tarde para todos

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Para todos os Protetores de Animais do Brasil

PRONTO-SOCORRO – Uma pata lava a outra!

Esta página é dedicada a todos os protetores independentes, que estejam com algum animal em situação de risco, precisando urgentemente de auxílio. Basta enviar o pedido de ajuda em forma de comentário e todos os visitantes deste blog poderão prestar a ajuda necessária. Não se esqueça de colocar seu e-mail ou outra forma de contato, para que as pessoas possam localizar você e, assim, formaremos uma grande corrente de solidariedade. Se depender de nós, nenhum bichinho ficará desamparado, já que o Ser Humano os domesticou e, agora, temos o dever de lhes garantir condições dignas de vida.

Aviso para quem visitar a minha casa!



Peguei esse quadro no blog da Sinara - Adorei vou colocar aqui em casa também.